Considerado o maior evento do setor de locação de máquinas, equipamentos e ferramentas para a construção civil do Brasil, o Congresso Nacional de Valorização do Rental é organizado pela ANALOC e pelo Sindileq-RJ. Ao longo dos anos, a iniciativa tem ganhado representatividade que se traduz pelo crescente número de participantes e apoiadores.

Este ano o evento contou com o apoio de entidades como o Sindileq-MG, Sindileq-PE, Sindileq-CE, Sindileq-GO, ABELME, SOBRATEMA, SELEMAT, ABRASFE, APELMAT e ALEC. O patrocínio para a realização do encontro veio de importantes empresas do setor, que fizeram questão de participar da iniciativa. São elas, a Manitou Group, Menegotti, Valence Máquinas JCB, FORTEQUIP, Wolkan, Wacker Neuson, CSM e SISLOC. 

Na abertura do encontro, o presidente do SINDUSCON-RJ, o engenheiro João Manuel M. Fernandes deu as boas-vindas e informou a todos que aquele foi o primeiro sindicato do Brasil, fundado há exatos 100 anos pelo imigrante italiano Antônio Jannuzzi. Ele falou da honra em sediar um evento daquele porte e desejou a todos um excelente congresso.

Em seguida, o presidente da ANALOC, Reynaldo Frahia, falou da missão da entidade de agregar empresários, disseminar boas práticas e fortalecer o setor de locação. Ele destacou o bom andamento da PL 4092-2019 cuja função é aprimorar a lei relacionada às duplicatas. “Essa lei implica em uma expressiva segurança jurídica para o setor em termos de cobrança. Hoje nós somos penalizados em função dessa falha na legislação, que não permite a emissão de duplicata”, ressaltou. De acordo com Reynaldo, esse problema impacta principalmente as empresas de pequeno porte do setor que muitas vezes não conseguem receber devidamente pelo trabalho. Para concluir, Frahia convocou a todos os participantes que levassem para os seus estados aprendizados adquiridos ao longo do Congresso.

O presidente do Sindileq-RJ, Sebastião Rentes, falou do empenho em criar uma entidade representativa da classe no Rio de Janeiro como forma de superar as dificuldades enfrentadas pelo setor no seu estado. Com a fundação do sindicato no Rio de Janeiro em novembro de 2014, os empresários puderam contar com treinamentos na área de operação, manutenção da frota e gestão, meta principal da entidade. Como consequência, o setor vem experimentando um aumento no nível de profissionalização, não somente de seus técnicos como também de seus gestores. “No mês de setembro nós atingimos o patamar de 289 técnicos e gestores treinados, capacitados e certificados nas instalações do nosso Sindileque”, complementou.

Reforma Tributária

O jornalista, empresário e parlamentar Márcio Labre refletiu sobre o relevante papel desempenhado pelos empresários no Brasil. Em suas palavras, “o país caminha quando há produção de riqueza e não avança se depender apenas do estado”. Sobre a reforma tributária, ele informou que não haverá benefícios ou malefícios para o setor e que não haverá redução de impostos.

De acordo com o parlamentar o inchaço do estado não permite. Afinal dos R$ 3,5 trilhões referentes ao orçamento federal capitado ao ano, 94% destinam-se ao pagamento de despesas obrigatórias e apenas 6% desse volume é destinado a áreas como educação, saúde, segurança e transporte. Ou seja, embora arrecade muito, o país tem uma carga tributária elevada e uma entrega de serviços públicos ineficiente.

Nesse sentido, Labe explicou que a reforma tributária, através da PEC-45, vem para simplificar a gama de impostos (ICMS, ISS, PIS e COFINS), transformando-os em uma única contribuição: o IBS – Imposto sobre Bens e Serviços. Com isso, ele acredita que a mudança proporcionará um melhor entendimento sobre o pagamento de impostos, impactando positivamente no meio circulante, além de extinguir a guerra fiscal e permitir uma cobrança justa para cada setor.

O parlamentar falou ainda sobre a importância da união de forças das entidades como forma de buscar melhores condições de trabalho, colocando-se à disposição para receber os representantes do setor. Favorável à classe empresarial, Labre fez uma afirmação contundente: “nos próximos 15 anos o Brasil vai entrar em um ciclo de crescimento que não viveu nos últimos 50. O termômetro disso é o aumento da importação de bens de capital”.