Os dados são da Sondagem da Construção do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), e a pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo ou confiança a partir de 100.
De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, o cenário captado na pesquisa de setembro é de cautela e pessimismo moderado. “Vale destacar que o indicador de expectativas recuou em todos os segmentos, sinalizando que as empresas da construção estão mais cautelosas em relação à demanda futura, o que se refletiu também em projeções menos otimistas para a expansão do emprego”, observa.
O resultado de setembro reforça a trajetória de queda na confiança setorial observada nos últimos meses e deixa o ICST 2 pontos abaixo do nível registrado em setembro de 2025. “Entre os segmentos, Obras de Infraestrutura apresentou a maior retração mensal, puxada pela piora acentuada das expectativas, o que pode estar relacionado ao fim do ciclo de obras eleitorais”, analisa Ana Castelo.
O recuo do Índice de Confiança da Construção (ICST) em setembro foi influenciado tanto pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST) quanto pelo Índice de Expectativas (IE-CST), que compõem aquele indicador.
Falta de trabalhadores qualificados
Junto com o aquecimento dos últimos anos da atividade setorial, veio a dificuldade com a mão de obra. Desde 2024, a escassez de trabalhadores qualificados assumiu a primeira posição no ranking de fatores limitativos à melhoria dos negócios. As expectativas menos otimistas em relação à demanda podem indicar um arrefecimento da pressão futura sobre o mercado de trabalho. Mas na atual conjuntura, a falta de trabalhadores qualificados continua a se destacar entre as limitações ao crescimento dos negócios.
Fonte: Sinduscon (SP)












